Leituras de um amanhecer.
sexta-feira, 25 de junho de 2021
quinta-feira, 24 de junho de 2021
quarta-feira, 23 de junho de 2021
Coração de tempestade...
boca de sal no rasgo de um sorriso
sem deixar que as memórias morram
colando as fibras da alma
nas juras descalças de um ocaso
terça-feira, 22 de junho de 2021
segunda-feira, 21 de junho de 2021
Luar de Solstício
O meu pensamento seguia veloz a caminho da beira do mar. As nuvens pesadas, engrossavam o céu e a chuva prometia estender o seu manto sobre a terra.
No horizonte turvo, uma ténue linha dourada era a tentação.
Resisti. Fiquei.
Outro rumo tomei, com o invisível ocaso a acontecer para lá da camada cinza-chumbo e de um rasgo no céu surge incompleta, branca e brilhante, apelativa: a minha lua em dia de solstício.
domingo, 20 de junho de 2021
sábado, 19 de junho de 2021
Do mundo
os sonhos e do lugar que ocupam
o solo em que se enraizam
o céu com as asas que tomam
as tonalidades que vestem
sexta-feira, 18 de junho de 2021
quinta-feira, 17 de junho de 2021
quarta-feira, 16 de junho de 2021
terça-feira, 15 de junho de 2021
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Desalinho...
O desalinho da impaciência
sopro breve
sem estar
Desinquietar
na margem do não querer
impossível regressar
Apetece brincar
na consciência certa
Do desalinhar
1, 2, 3... acho que vou soprar.
domingo, 13 de junho de 2021
Árvores de mim...
Sinto as árvores como raízes de sonhos e deuses ramificados na miríade de folhas-desejo que as habitam.
Nelas há sempre um tronco de sentimentos texturados no prazer ilimitado de um abraço.
No meu mundo as árvores comunicam e ouvem; são excelentes confidentes e a sua grandiosidade é sublime e inquestionável.
Mudam nas estações, crescem.
Algumas desaparecem...
Sigo-as. Tento captar-lhes a essência.
Na bonomia do tempo, ou no alvoroço da tempestade.
Sigo-as, mesmo quando apenas vivem nas minhas imagens.
sábado, 12 de junho de 2021
sexta-feira, 11 de junho de 2021
quinta-feira, 10 de junho de 2021
Rasgo de luz...
O dia crescia e as névoas teimavam em manter-se por ali.
A atmosfera silenciosa e dramática,
apenas permitindo uma respiração lenta e intensamente sensorial.
Os lugares que nos são pele em dias impossíveis.
quarta-feira, 9 de junho de 2021
Atilhos...
Desconjuntam-se as tábuas
no tempo das memórias
presas por atilhos periclitantes
nesse lugar de natureza soberana.
terça-feira, 8 de junho de 2021
segunda-feira, 7 de junho de 2021
Moinhos de tempo
Desse tempo que se fez tempo e das coisas transformadas em nostalgia
de um lado o passado em cativante e fingido reflexo
do outro, a queda em moribunda agonia.
Percurso de pedras cantadas da serra até ao mar...
domingo, 6 de junho de 2021
Distâncias...
As distâncias percorridas têm em si vidas, pessoas e momentos paralelos, invisíveis e não tocados. E um traçado alterado, faz colidir, na que seguimos, a riqueza do Outro.
Novas vivências, perspectivas, pensamentos...
Redesenha-se o horizonte, suprime-se a curva desnecessária, os labirintos da memória permanecem, imperfeitos, latentes, com o temor nas sombras e a luz como linha orientadora.
O percurso aguarda pelos passos, hesitantes no início, mas firmes na continuidade.
E o mar, sempre regenerador, aguarda do outro lado pelo olhar esculpido de sonhos.
sábado, 5 de junho de 2021
sexta-feira, 4 de junho de 2021
Véu...
No véu do tempo acumula-se a substância do ser,
feita das linhas que o compõem,
dos sulcos rasgados em silêncios,
dos traços em olhares gargalhados.
Um véu onde se teceram vivências e tantas mais para alinhavar.
O tempo segue o seu tempo e eu sigo o meu.
Simplesmente o meu.
quinta-feira, 3 de junho de 2021
quarta-feira, 2 de junho de 2021
terça-feira, 1 de junho de 2021
Lado...
Ver o mundo de que lado?
No reflexo ou dentro dele?
Qual é o aspecto do exterior?
E será o interior confortável?
Fingir ou sentir?
Sentindo o fingimento, ou fingir o sentimento?
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