terça-feira, 15 de março de 2022

segunda-feira, 14 de março de 2022

domingo, 13 de março de 2022

sábado, 12 de março de 2022

Ramo

Fustigado o ramo, partiu
arrastando-se por palavras
empedernidas.
Na lividez silenciosa entardeceu-se
e do abandono subtil,
abraçou o vento por engano...
Do voo errante
restam os despojos,
desenhos obstinados de sobrevivência.





sexta-feira, 11 de março de 2022

quinta-feira, 10 de março de 2022

Desvio

De ser comum e seguir a própria diferença.
Olhar e sentir a beleza estranha do momento,
onde os objectos ganham contornos vivos
e as superfícies libertam segredos imperceptíveis.




terça-feira, 8 de março de 2022

segunda-feira, 7 de março de 2022

Sulcadas

Pelas ruas de uma cidade
Sol a pique
Paredes que falam, expostas
Sem palavras
Contam vidas
Revelam passados.
Quem as ouve?




sábado, 5 de março de 2022

quinta-feira, 3 de março de 2022

Peças

Sermos como peças de um jogo de xadrez
Alinhadas no tabuleiro
Sujeitas a tempos
Movimentos
Estratégia
Conhecimentos
Jogadas
Astúcia
"Bluff"...




terça-feira, 1 de março de 2022

Dos dias

Do que é feito sem pressa.
Da sensibilidade e emoção.
Do encanto pela dicotomia.
Dos caminhos novos.
Dos olhos que se perdem e as palavras que se alongam...
Pequenas paragens.




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Murmúrios

Linhas de murmúrios entre árvores e nuvem:
- Hoje encontramos a certeza de um passado ignorado e esquecido.




segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Mapa residual

O tempo do absurdo
desenha mapas de decadência
[estrepitosa]
nas camadas visíveis que
[ainda]
suportam o limiar envidraçado.

Fiapos tecidos em horas de intenção,
caem na melodia do tempo,
hipnotizante.

Do ocre caiado, memórias
e vidas áureas
[esquecidas]
abandonadas.

Alva no contraste
a madeira vai fenecendo
[lenta]
dormente,
carcomida
em delírio murmurante do caruncho.

O que resta?
A beleza absurda do tempo...