segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Dividir

Como dividir as memórias?
Assim como se faz com um mal-me-quer?
Gosto, não gosto?
Boas, más?
E que fazer quando se misturam?





sábado, 28 de outubro de 2023

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Bonança

"Depois da tempestade vem a bonança", dizem.

A chuva caiu ininterruptamente ao longo do dia,
tornando macilentos os olhares
as vozes mais apagadas
os rostos mais cabisbaixos...
As horas passavam pesadas e soturnas.
No final do dia, a surpresa de um sol rasgado
que dançava, gaiato, sombras de árvores.





segunda-feira, 23 de outubro de 2023

domingo, 22 de outubro de 2023

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Perdido

Quantos relógios terá de contemplar
até perceber que o passado é ficção,
o presente ilusório
e o futuro não tem memória?
O tempo não existe.

Será?

Tique-taque
Ti-que-ta
Ti-que...

Silêncio.





terça-feira, 17 de outubro de 2023

Confluir

Este é um lugar igual a tantos,
um lugar onde o olhar pousa
quase diariamente
e o pensamento vagueia
ora sacudido pela brisa,
ora arremessado por ventania.
Alguns desaparecem, outros ficam...
Já perdi a conta de quantos estão ali,
presos ou esquecidos,
nas linhas de monólogos apagados e mudos.





segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Exuberância

Chega a noite
com o peso na pele dos dias comuns abandonando-se
às horas que se enchem de cor
dançando reflexos de exuberante liberdade.





domingo, 15 de outubro de 2023

sábado, 14 de outubro de 2023

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

terça-feira, 10 de outubro de 2023

sábado, 7 de outubro de 2023

18>>20

Como começar?

Conheço a Elsa Arrais há pouco tempo.

Já tive ocasião de fotografar com ela e confesso que foi surpreendente descobrir in loco que tem um olhar muito peculiar.
Discreta, observadora, metódica, curiosa, divertida, generosa, foram algumas das características que facilmente lhe destinei.
A fotografia da Elsa é rica nas estórias que desperta, nos momentos que vislumbra e partilha, nas possibilidades criativas.


Conheço o Paulo Kellerman há alguns anos.

Escreve de forma magistral as emoções que na maior parte das vezes se escondem, cria mundos alternativos de percepção, toca no que não se quer ouvir, prende no inesperado.

Ambos desenvolveram um projecto incrível que teve o apoio do município e, após lançamento oficial no dia da cidade de Leiria, aguarda pela disponibilização ao público.

Deixo um pequeno vislumbre, simples.
É um objecto maravilhoso para ter, sentir e deter o olhar nas fotografias e palavras.












Desejou viajar no dia em que percebeu que precisava compreender a imensidão do mundo para contextualizar a sua pequenez interior.
Paulo Kellerman