domingo, 19 de setembro de 2021

sábado, 18 de setembro de 2021

Marcas

Presenças marcadas com profundidade.
A crueza do tempo nesta parede,
quase de violência.
Cicatrizes...
Cicatrizes com formas.
Rosto...




sexta-feira, 17 de setembro de 2021

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Poros de saudade

Os poros dilatam-se,
o coração abranda,
a saudade quer respirar tempo:
tempo que já não tem.




quarta-feira, 15 de setembro de 2021

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Onda

Onda que se eleva, intensa,
para depois espraiar,
na calidez do areal,
o brilho e magia
onde antes fora temporal.




segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Seres

Habitam as serras fustigadas por pensamentos,
criando raízes permanentes na insolência fingida do tempo.

Dos seres especiais...




sexta-feira, 10 de setembro de 2021

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Restolho

Na esplanada do parque,
as vozes animadas tomam a atenção de quem passa,
ao mesmo tempo que das copas altas, as folhas moribundas,
antes de serem restolho, soltam-se para o voo final...





terça-feira, 7 de setembro de 2021

Decrépita

Da janela entreaberta, decrépita,
o burburinho da cidade recrudescia...

Da serra longínqua, nem o vento soprava
e os sons da natureza, 
entretanto cansados,
pousavam e esqueciam-se...

Dos dias lentos,
as letras entristecidas cresceram
e as palavras sussurradas para a viela estreita,
 transformaram-se, unidas...



Janela da casa de Eça de Queiroz (Leiria)


segunda-feira, 6 de setembro de 2021

domingo, 5 de setembro de 2021

Cinzas

Às vezes, a mistura de sonhos é enorme e alguns, de tão intensos,
ardem, restando apenas as cinzas.
Dessas cinzas amontoadas, o vento arrasta-as em rodopio inesperado, desaparecendo...

Uma ave feita de sonhos
desenha-se no azul-céu
lembrando que ainda é possível das cinzas renascer.




quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Tecer

Com os fiapos de melancolia que encontra,
vai tecendo os dias de mar
tendo o sal e a nostalgia no olhar.




Exercício

Nada altera a passagem do tempo
e a contemplação solitária da natureza
é um exercício silencioso de memória e melancolia.




domingo, 29 de agosto de 2021

Abandono

Das telhas quebradas, as paredes manchadas contam dissabores;
do tempo nas paredes, os vidros quebrados sussurram segredos;
dos vidros ainda presentes, a varanda metálica espreita reflexos.
Nada é justo: nem o tempo que passa, nem o cruel abandono.




sábado, 28 de agosto de 2021

Identidade

Ela existe, é uma pertença, pode até não estar completa,
mas como um puzzle, aguarda pela última peça.