sábado, 12 de fevereiro de 2022

Verde

Resvalou o olhar.
Leito de rio, quase despido,
margem seca.
Nos ramos, verde luz
Primavera...




sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Gatafunhos

Escondida, a luz garatujava danças... divertia-se.
Escondidos, os pensamentos mal-murmurados, enredavam-se.
Abriu-se uma porta;
aquietados e em silêncio, saíram.
Vão ao encontro de linhas...
À espreita, a luz segue na dança.



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Assim...

Início.
Exuberância.
Beleza.
Contraste.
No auge, uma a uma despida.
Mantém-se bela.
Diferente.
E mesmo no fim, continua a sê-lo.











quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

(In)esperado

Do que se espera e não se realiza;
das inesperadas possibilidades e das escolhas...
Ou é simplesmente um muro e um ramo de silva.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Raízes

A arte tem muitas formas de se mostrar e fazer sentir... é um mundo vasto e profundo.
Ela salva, dizem... provavelmente é verdade!
A arte cura, expande olhares, cria laços, gera emoções, liberta, ensina, mostra que existem alternativas, que a criatividade latente deve ser estimulada, alimentada e nunca formatada...
A percepção do mundo e a própria individualidade são manifestações emotivas e de sensibilidade em cada uma das representações artísticas criadas.
A Sandrine Cordeiro é tudo isto e muito mais: respira arte e tem-na no olhar e na ponta dos dedos.

Fascina-me a temática das raízes (racines); as árvores são-me queridas e isso não é novidade.
Quando dei com o traço da Sandrine a desenhar percursos entre raízes e árvores, segui-os, sonhadora. Desperta desse fascínio, um pedido formulei: retrata-me!
Imagino a expressão imediata: "Oh, f*d@-se! Ela é doida!".
Aceitou. Esperei...

A surpresa chega a uma sexta-feira.
A peculiar embalagem, o cuidado em todos os pormenores, tudo era belo, mas o que estava contido naquele embrulho superava toda e qualquer expectativa. As emoções foram minhas, as palavras ouviu-as a Sandrine.

Partilho o resultado.



A foto integra o livro "O tempo é feito de raízes" de minha autoria e tem um texto associado: "Despe-te de ti, folheia-te.".

Serei suspeita nos elogios, por isso resumo com uma palavra: ARTE!


domingo, 30 de janeiro de 2022

sábado, 29 de janeiro de 2022

Estações

Ficaram restos do que foi beleza,
entre a visível resistência ao frio
e o despontar da próxima estação.




sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Ramos

Ramos que lembram abraços,
que parecem caminhos,
ou sugerem opções...
Um olhar sonhador.





quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Será...

árvore frondosa, árvore-brócolo, o que se imagina,
ou apenas o que é, uma mancha no chão?




segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Quintal

Na linha oblíqua do ocaso
cresce a sombra vagarosa
nos canteiros silenciosos do quintal.
Destaca-se o encanto das vestes:
beleza alva.
Contemplação.





domingo, 23 de janeiro de 2022

O palco das mãos

A expressividade, a representação,
as emoções, a voz,
ou simplesmente o silêncio.

Dizem que falo com as mãos...




sábado, 22 de janeiro de 2022

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Da fé roubada aos céus,
umas vezes cai por terra aos pedaços,
outras tantas voa com o vento,
raras vezes pousa suave...
Nessa altura o olhar ilumina-se,
colidindo com outro igual...
E a fé ganha novos contornos.