sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Fotografia, do dia e de sempre

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

Pela fotografia me exprimo, com a fotografia identifico emoções que me trespassam. Vivencio-me com elas e perco-me nos meandros das sensações que despertam. Fotografias minhas e dos outros. E coladas a elas, as palavras. Ambas são pele em mim.

Na verdade, começou antes deste momento, mas por ser Dia Mundial da Fotografia e data de aniversário do blogue Fotografar Palavras (seis anos), decidi que a minha publicação seria esta.

Um início. Um percurso. Também uma pele.

Obrigada, Paulo Kellerman. Obrigada, Mónia Camacho.


Projecto Fotografar Palavras
#fotografarpalavras
Coordenação de Paulo Kellerman
(@paulokellerman)


"É no silêncio que os milagres acontecem."
Texto: Mónia Camacho
(@moniamilitao)

Fotografia: Cristina Vicente
(@cris_myself_)

A ilustração da segunda publicação, alusiva ao aniversário do blogue, é da Maraia.
(@hopefulngold)








quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Detalhes

Não me canso de repetir que são pormenores que me prendem,
que chamam a minha atenção...
Ser como se é.


Uma t-shirt n"O 4 da Fonte Nova", Aveiro.





terça-feira, 16 de agosto de 2022

Um segundo

Bailado da chuva
e as possibilidades de repetição.
Momentos inquestionáveis
quando um segundo é a diferença.





segunda-feira, 15 de agosto de 2022

sábado, 13 de agosto de 2022

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Girar

Pode o tempo girar,
retorcer os ponteiros e não parar.
Pode o tempo inventado
nas linhas de um poema
ser o cadáver indolente,
invertido e só,
no espelhado da morte.
Fingidor.

O tempo pode tudo,
do sagrado ao profano,
da criação à destruição...
É dele a finitude.

A in(submissão)...
Essa é minha.





quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Gato

O tempo (quase) enganado
sete vezes é esticado
e o gato no seu miado
olha e vive mais folgado.










quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Detalhes

Às vezes é a cor, outras o padrão 
onde inesperadamente o olhar pousa.

Detalhes, sempre...


.




terça-feira, 9 de agosto de 2022

Aridez

Lembrar-me-ei dos erros
quando vislumbrar
na superfície do presente
as copas despidas do passado...





segunda-feira, 8 de agosto de 2022

domingo, 7 de agosto de 2022

7 anos

Sete anos (e mais um dia) distam entre estas fotografias.
Uma aldeia em Sever do Vouga (Amiais) e o rio...
O tempo, tal como o rio, não é reversível.
Sete anos.
Se tiver que marcar uma data para um início,
seja ele qual for,
será mesmo esta:

6 de Agosto de 2015.











sexta-feira, 5 de agosto de 2022

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Ousar

Das coisas que se encontram na rua.

Um lembrete para não parar de ousar,
de espantar,
de experimentar.

Sempre.





quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Contrastes

Por vezes, no rescaldo dos dias,
são momentos inesperados
que trazem cor e texturas à vida.




terça-feira, 2 de agosto de 2022

Palco

Principal.
Secundário.
Figurante.

Que papel representas na tua vida?
Estás no público ou és o protagonista?
E na vida dos outros?
Pensa bem, o palco é enorme...

E as cadeiras vazias, assustam-te?




segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Impressões

Uma paragem, um olhar.
E se...?

E se atrás da beleza de uma porta
um mundo único existir,
de personagens entrecruzadas
e armadilhas criativas,
de vozes intermináveis
e rompantes de imagens?
O que viverá atrás de uma porta?

Experimenta sair.
Fecha a tua porta...
Olha-a como se fosse um desconhecido.
Concentra-te... que vês?
Que imaginas?
Alegras-te, ou nem por isso?
Temes o que deduzes?
Ou deduzes o que de ti desconheces?
A incerteza prevalece.

E se...?







domingo, 31 de julho de 2022

16h19

O bulício da cidade não cala o tempo
e a vida alheia, vazia,
passa veloz na montra.

Não olha.
Não quer.
Não sente.

O tempo fica dividido:
o real-visível e o reflexo-luz.
A imaginação escolhe e sorri.

Sábado de Verão na cidade, 16h19...






sábado, 30 de julho de 2022

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Pensamento colorido

De repente, uma mancha colorida e em movimento desperta-me a curiosidade.
Sigo-a e olho muito para lá do que vejo.
Sei-lhe a vivacidade, o riso fácil para o disparate, um humor acutilante, uma saudável inocência infantil, a introspecção e a hesitação, o sacrifício, o amor incondicional aos dela...

Do que não sei? Não é da minha conta...







quarta-feira, 27 de julho de 2022

terça-feira, 26 de julho de 2022

Surpresa

"Se te der uma fotografia minha escreves para ela?"

Foi com um sorriso de espanto que li.
Foi com um olhar brilhante que sorri.
Orgulhosa pelo convite.
A fotografia é genialmente bela e propensa a inúmeras interpretações.

A Sónia Silva é uma fotógrafa incrível e escreve muito bem; viaja-se com ela, em imagens e palavras; é também designer gráfico e encadernadora (bookbinder).
Tem um blogue onde partilha interesses, momentos, beleza, em suma, Arte:

ocorpoestremecedesaudade.blogspot.com


Obrigada, Sónia!


O texto

Já não bastava a janela aberta.
A alva cortina, livre ao vento, não era liberdade suficiente.
O piar das aves, era sufocante,
até a lua ria no seu crescente.
Minguava ela, sedenta,
mirrava o corpo, oprimido...
Ao abrigo da noite,
almofada de penas contra o peito,
saiu.
Saiu e acomodou o sono na soleira,
sob o manto de estrelas decadentes.
A manhã que se esperava seguinte,
não lhe chegaria ao corpo enregelado.
Seria livre, finalmente.


A fotografia da Sónia Silva





🖤🙏🖤