Coisas giras que aparecem em momentos de conversas especiais e espectaculares.
domingo, 14 de julho de 2024
sábado, 13 de julho de 2024
Cais
Quer-se firme um cais
no suporte das partidas e chegadas.
Como emoções, as marés afectam a base
oscilante, escavada,
vacilante, reforçada.
Ser cais de vida a chegar,
ser vida e ver partir.
sexta-feira, 12 de julho de 2024
Conversas
Conversas longas, conversas curtas.
Pausas e risos.
Os lugares transformam-se e transformam quem os sente.
quinta-feira, 11 de julho de 2024
Cruzes
Aponto as etapas cumpridas,
sonho outras
e a inquietação projecta-se nas ideias.
São esboços, riscos em palavras,
imagens retidas,
aguardando pela saída das noites de insónias,
para os dias de luz
para o mundo.
Para mim...
quarta-feira, 10 de julho de 2024
Esquiços
As sombras da manhã
adentram,
sorrateiras,
abrandam na sonolência
e nos esquiços de memórias
que a noite,
inquieta
pousou.
Vacilam e sucumbem...
terça-feira, 9 de julho de 2024
Cinzentos
Os dias estão cinzentos.
As tardes arrastam-se...
Improvisa-se.
O sol tirou férias nas minhas férias!
Malvado!
segunda-feira, 8 de julho de 2024
Azul
Azul de espaço amplo: é ali que os móveis tomam outro rumo, ganham outra vida.
Fugaz a minha passagem mas suficiente para encontrar harmonia e integração.
Restaurar móveis, gavetas, portas e dar oportunidade expressiva a quem dela precisa.
A "Banqueta"...
domingo, 7 de julho de 2024
Liberdade Minimalista...
A liberdade é um farol.
Uma antologia com 17 visões minimalistas de liberdade.
Disponível em
minimalista.editora@gmail.com
sábado, 6 de julho de 2024
Dança
O vento tem magia e agitação.
Os tecidos dançam,
as cores movem-se no ritmo incerto.
O corpo, imóvel, limita-se a mero espectador.
O bailado descontrolado prossegue,
belo e hipnotizante,
até ao momento em que,
quebrando a magia,
desço os braços ao longo do corpo e,
atrasada,
retomo a caminhada,
entrando no carro.
sexta-feira, 5 de julho de 2024
quinta-feira, 4 de julho de 2024
Contas
Perdi a conta às inúmeras conversas que tivemos.
Perdi a conta às vezes em que retomámos conversas como se tivessem sido deixadas na véspera e não com meses de intervalo.
Os encontros do acaso que nunca o são; algo que fica, algo que surge...
Temos as nossas energias, sensações e formas de ser e estar e por tudo o que é importante e diferente em nós, respeito.
Depois de meses desencontradas, ontem aconteceu e como foi bonito e especial.
Para a Dani tenho uma única palavra: superação.
Merece ter um caminho bonito e que bom que é perceber que o faz com passos seguros.
Obrigada...
quarta-feira, 3 de julho de 2024
terça-feira, 2 de julho de 2024
Espaços
Dos espaços interiores e das mutações diárias.
Da luz que é essência.
Da lentidão que se procura alcançar nas horas de pertença.
Do ser no ser...
segunda-feira, 1 de julho de 2024
Minimalista, quatro anos
Em 2020, a pandemia fazia parte da vivência diária mundial e, por cá, para acrescentar ainda mais loucura à nossa vida, surgiu a proposta por e-mail de um projecto: "Vamos lá criar uma editora.".
Fomos das palavras à acção e com doze escritores, uma ilustradora, dois designers e dois países (Portugal e Brasil), nasceu o nome, MINIMALISTA.
Uma definição: Gostamos de livros » Escrevemos livros » Publicamos livros » Lemos livros » Gostamos de livros
Durante quatro anos, os dias, as semanas e os meses da editora foram feitos de muitas coisas. Conversas. Ousadia. Equilíbrio na distância. Construção. Projecto. Amizade. Palavras. Livros. Reuniões. Risos. Afectos. Generosidade. Criação. Escrita. Abraços. Continuidade. Livros.
Somos MINIMALISTA.
Quatro anos.
Acabamos de publicar o décimo terceiro livro: Liberdade Minimalista, uma antologia com 17 visões minimalistas de liberdade
Um percurso bonito feito de romances, contos, antologias, livros de fotografia e livro infanto-juvenil.
Um percurso com os leitores que nos seguem, que nos lêem, que nos apoiam.
Obrigada!
Os 13 Títulos da MINIMALISTA
(disponíveis em https://minimalistaeditora.pt/)
* Aviões de Papel, de Paulo Kellerman
* Florbela, de Sandrine Cordeiro
* Antologia Minimalista (12 autores)
* Água com Açúcar, de Ana Miguel Socorro
* Doem-me as Asas, de Mónia Camacho
* As Horas do Fim, de Elsa Margarida Rodrigues
* Contos Minimalistas (12+12 autores)
* Memórias revisitadas, de Frankie Boy
* A respiração do tempo, de Ana Gilbert
* Até ao dia dos girassóis, de Cristina Vicente
*Standstill, de Teresa dos Santos
* A Máquina das Emoções, de Ana Moderno e Maraia
* Liberdade Minimalista (17 autores)
domingo, 30 de junho de 2024
Verão outonal
O Verão anda arredado
insatisfeitos, os turistas
aguardam, perfilados
como pranchas,
pelo raio de sol na onda do mar...
sábado, 29 de junho de 2024
sexta-feira, 28 de junho de 2024
quinta-feira, 27 de junho de 2024
quarta-feira, 26 de junho de 2024
terça-feira, 25 de junho de 2024
segunda-feira, 24 de junho de 2024
domingo, 23 de junho de 2024
sábado, 22 de junho de 2024
E quando acabarem as perguntas?
Em Abril de 2022, Paulo Kellerman surpreendeu-nos com o lançamento de um livro de poemas; depois de tudo o que escreveu ao longo de mais de vinte anos de vida literária, a poesia constituiu um desafio. Quem conhece o Paulo sabe bem o que traduz a palavra desafio:
c o n c r e t i z a ç ã o.
E quando acabarem as perguntas?, continua a ser um livro espantoso: não perdeu a essência do questionamento, do remexer no que dói, do despertar de emoções, da provocação do pensamento.
Continuo a folheá-lo, releio as palavras, procuro e entro nos sentidos, inquieto-me com os lugares para onde os pensamentos me levam; de lá, trago ainda mais questões sem respostas, aguardando pelas viagens interiores. Cada nova leitura, é uma descoberta.
Ana Gilbert, exímia criadora de novos sentidos, pegou no livro de Paulo Kellerman e transformou-o: reimaginou tudo.
And when the questions are over? REIMAGINED é um belíssimo livro-objecto de encadernação artesanal, construído com experiência, sentimento, partilha e cuidadosa dedicação na concepção; cada exemplar é um tesouro.
A transformação deu-lhe pele, toque, um outro olhar, materializou os sentidos. A Ana reescreveu o livro ao trazer a poesia para a língua inglesa e nas palavras que fotografou, nasceram novas imagens, que muitas vezes completaram aquelas que eu tinha formado durante as minhas leituras.Foi uma viagem sensorial incomparável aquela que fiz quando abri o livro e permiti que os dedos percorressem suavemente a textura da capa e as nervuras da lombada, a rugosidade das folhas que foram expandindo sensações; as emoções saltaram com o encontro visual das fotografias,belas e equilibradas, desafiadoras e arrebatadoras.
Porquanto os textos, as imagens, as texturas, os pensamentos despertados pelo livro fossem absolutamente incríveis, ao transporem música e voz para os poemas, o patamar do sublime foi atingido.
Não foi só o impacto visual, não foi só o tacto que fizeram a diferença. Com este passo, tornaram audíveis quatro criações do poeta, a voz de Paulo Kellerman fez-se ouvir dando corpo aos poemas, os quais foram acompanhados pelas espantosas composições musicais de Paulo Vicente (POROS), um criativo das sonoridades e das melodias.
Tenho um objecto único; cada exemplar é, sem qualquer dúvida, um belíssimo tesouro.
Parabéns pela vossa obra.
Nota:
o design é de Licínio Florêncio, a impressão de Arte Ampliada e a encadernação artesanal é de Eliana Yukawa|Yume Ateliê & Design.
sexta-feira, 21 de junho de 2024
Branco
À sombra, um agapanto branco assoma:
- Que contas do teu canto?
Pouco, apenas o espanto das coisas belas!
quinta-feira, 20 de junho de 2024
Efémera
É tão efémera a beleza...
Ao terceiro dia de floração,
nada mais restava,
além de um indecifrável e mirrado corpo.
E durante um dia foi estonteante...
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